Séries







Direção: Silvio Tendler
Descrição: Há Muitas Noites na Noite leva às telas a leitura completa de uma das obras mais importantes da literatura latino-americana: o Poema Sujo, entrelaçando-a à emocionante biografia de seu autor, o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar. Escrito no isolamento do exílio nos anos 1970, o texto emerge como uma reflexão visceral que abraça desde a infância em São Luís do Maranhão até a dor do desterro - um mosaico onde cabem amores, delírios, a crueza da ditadura, o lixo e o luxo. Na série, o próprio Gullar desconstrói o caráter puramente biográfico da obra, revelando que, embora nascido de suas memórias, o poema é uma invenção artística que transcende sua própria trajetória como homem e intelectual. Mesclando animações, música, leituras e documentos históricos, a produção acompanha a resistência de um homem encurralado pela vida contra o fascismo, refazendo seus passos pela clandestinidade, pela Escola de Quadros de Moscou, pelo Peru de Velasco Alvarado e pelo Chile de Allende e Pinochet, sob o peso avassalador da tragédia familiar.
Classificação Etária Indicativa: 12 anos - linguagem imprópria, violência
Ano de Produção: 2014
País de Origem: Brasil
Classificação Ancine: 01 - Obra Não Publicitária Brasileira, Constituinte de espaço qualificado e Independente.
Dias/Horários:
| Próximas Apresentações | ||
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| Datas | Episódio | Horários |
| sexta-feira, 09/10/2026 | Poema Sujo 2 | 11h00 |
| sexta-feira, 09/10/2026 | Poema Sujo 2 | 20h00 |
| sábado, 10/10/2026 | Poema Sujo 2 | 13h30 |
| domingo, 11/10/2026 | Poema Sujo 3 | 11h00 |
| Detalhes Episódio (11/10/2026 - 11:00) Há Muitas Noites na Noite Poema Sujo 3 | |
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| Duração: | 00:26:00 |
| Sinopse: | A emocionante conclusão do monumental Poema Sujo chega ao seu ápice visual e lírico. Na terceira e última parte da trilogia, a série consolida o mosaico de ilustrações e animações exclusivas para traduzir o testamento poético de Ferreira Gullar. O episódio encerra o mergulho profundo na mente do autor, amarrando definitivamente as memórias de sua infância em São Luís do Maranhão ao isolamento do exílio. É o desfecho de uma viagem visceral pelos ritmos da vida, pelas perdas do passado e pelas marcas deixadas no corpo e na alma de um homem em fuga. Para fechar este ciclo histórico, o episódio traz interpretações marcantes de nomes como Zeca Baleiro, Pedro Luís, Antonio Carlos Secchin, Julio Adrião e Fernanda Azevedo. |