Séries

Sete Vidas em 7 Cordas

Direção: Pablo Francischelli

Descrição: Sete Vidas em 7 Cordas se propõem a traçar um painel amplo e variado, a um só tempo musical e humano, dos usos, costumes e lendas que cercam este ícone da musicalidade brasileira através da vida e da obra daqueles que fizeram fama dedilhando as suas cordas. Retratando instrumentistas de diferentes gerações - com idades variando dos 19 aos 70 anos - e de diversas regiões brasileiras, Sete Vidas em 7 Cordas revisita o passado retratando mestres que consolidaram a tradição do instrumento e apresenta instrumentistas que, ao longo do tempo, foram modernizando a sua linguagem e ampliando suas possibilidades musicais para além dos limites de gênero e convenções.

Classificação Etária Indicativa: 10 anos

Ano de Produção: 2015

País de Origem:

Classificação Ancine: 01 - Obra Não Publicitária Brasileira, Constituinte de espaço qualificado e Independente.

Dias/Horários: Domingos às 11h00

Detalhes Episódio (16/04/2020) Sete Vidas em 7 Cordas Valter Silva (RJ)
Duração: 00:49:51
Sinopse: Valter Silva começou a tocar violão ainda na infância, sob a influência do pai, músico amador que promovia rodas de choro em casa, despertando a curiosidade do menino pequeno. Desde cedo conviveu com Jacob do Bandolim, Canhoto e outros grandes mestres da música à época. No fim dos anos 50, quando começou a tocar profissionalmente, na rádio Mayrink Veiga, tocar o violão de 7 cordas era uma habilidade restrita a poucos músicos da cena carioca. Pois Valter não se intimidou, improvisou uma sétima corda notradicional violão de 6 e logo que pegou num 7 cordas genuíno chamou a atenção do mestre Dino 7 Cordas, de quem foi aprendiz e mais tarde companheiro em rodas de samba e choro. Nos tempos em que o samba e o choro caíram no ostracismo, dedicou-se à guitarra para tirar o sustento nos bailes da vida tocando boleros e iê iê iê, a música pop da época. De volta ao 7 cordas, desenvolveu sua própria linguagem para o instrumento, com bordões elegantes que partem das notas agudas até chegar nas mais graves e muito do improviso característico do jazz. Hoje, Valter mora sozinho em uma garagem improvisada em São João do Meriti e leva uma vida pacata. É vizinho do irmão gêmeo Valdir, que também tocava o sete cordas, mas teve que abandonar o instrumento após um acidente doméstico. De vez em quando os irmão se reunem para um churrasco movido a samba e choro com outros amigos. O episódio traz ainda imagens de um show em duo de Yamandu e Valter onde os dois mostram, com um entrosamento mágico, o repertório do disco que gravaram em parceria.